Mexa os ovos e adicione o queijo, o sal, a pimenta e a água. Numa frigideira anti-aderente, aqueça o azeite, espalhe os ovos com o queijo, deixe fritar por 3 minutos, vire e.. nasce assim mais um blog!
sábado, 25 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
No Cais do Sodré
Juntos caminhavam: um homem que se sente sempre sozinho e uma mulher que quer, desesperadamente, ser amada por todos.
Pano de fundo: Cais do Sodré e sua luz.
Foi isto que vi. Dois perdidos.
Rita
Pano de fundo: Cais do Sodré e sua luz.
Foi isto que vi. Dois perdidos.
Rita
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
"O Coração que é meu"

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Na minha rua existe um coração pintado no chão.
É visto por todos, é pisado por todos, é ignorado por todos.
Menos por mim. Sei quem o fez, quando o fez e porque o fez.
E mesmo quando a água da chuva levar o coração da calçada, vou guardá-lo na minha memória. Uma memória especial onde guardo tudo o que foi nosso.
Queria guardar-te em mim e em cada novo coração que encontro nas ruas de Lisboa. Mas este meio coração, o verdadeiro, que me faz sentir que estou viva, não me deixa guardar-te. Parece que está cheio de não sei o quê, ou demasiado vazio… Tão vazio que mesmo eu me perco neste infinito absurdo.
Absurdo, é também este limiar entre o amar e o não amar. Entre o querer viver tudo de novo, e o perceber que memórias são memórias e já não se consegue vivê-las.
Um dia já não estarei nesta rua. E o coração? Ficará? Ou o tempo tratará de o arrancar? Espero que não doa. Que não me doa, como dói agora a minha memória especial onde guardo tudo o que foi nosso.
Rita
domingo, 31 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Eternamente
"E arranquei a página da agenda com o teu nome e o teu número de telefone. veio a seguir o Abril e depois o Verão. Vi nascer a flor da tremocilha e das bungavilias adormecidas, vi rebentar o azul dos jacarandás em Junho, vi noites de lua cheia em que todos os animais nocturnos se chamavam rãs, corujas e grilos, e um espesso calor sobre a devassidão da cidade. E já nada disto, juro, era teu.
E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que o façam deter."
in Nunca Te Deixarei Morrer David Crocket de MST
E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que o façam deter."
in Nunca Te Deixarei Morrer David Crocket de MST
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A Insustentável Leveza do Ser

Se ficarmos não seremos esquecidos. Se nos libertarmos, conseguiremos aguentar a leveza?
“Sentiu então um amor inexplicável por essa rapariga que mal conhecia… nunca conhecera ninguém assim. Não era nem uma amante nem uma esposa. Era como uma criança que tirara de uma cesta untada com pez e que poisara na margem da sua cama."
“Prossegue, portanto, o caminho com as suas vitelas… Teresa olha para elas e pensa (é uma ideia que a assalta irresistivelmente de há dois anos para cá) a humanidade é um parasita da vaca, tal como a ténia é um parasita do homem: está presa às suas tetas como um sanguessuga… Ainda tenho nos olhos a imagem de Teresa sentada no tronco, a afagar a cabeça de Karenine e a meditar no fracasso da humanidade.”
“Missão é uma palavra parva. Eu não tenho missão nenhuma. Ninguém tem missão nenhuma. E é um alivio enorme uma pessoa perceber que é livre, que não tem missão nenhuma.”
domingo, 19 de setembro de 2010
A Oliveira.
“Pareces uma azeitona acabada de cair de uma oliveira, com esses olhos e essa cor de pele”.
Tal como a azeitona, também eu caí. Caí na tua vida.
Mas hoje, neste jardim, reparo que tudo à minha volta está diferente: a relva já não está tão verde e a própria árvore, que agora sei que é uma oliveira, já não me oferece a mesma sombra. É o verão a ir-se embora e a levar com ele tudo o que nasceu entre as noites quentes e os dias tão inesquecíveis.
Rita
Tal como a azeitona, também eu caí. Caí na tua vida.
Mas hoje, neste jardim, reparo que tudo à minha volta está diferente: a relva já não está tão verde e a própria árvore, que agora sei que é uma oliveira, já não me oferece a mesma sombra. É o verão a ir-se embora e a levar com ele tudo o que nasceu entre as noites quentes e os dias tão inesquecíveis.
Rita
domingo, 29 de agosto de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Passou Por Mim e Sorriu - Deolinda
Ele passou por mim e sorriu,
e a chuva parou de cair,
o meu bairro feio tornou-se perfeito,
e o monte de entulho, um jardim.
(...)
Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.
e a chuva parou de cair,
o meu bairro feio tornou-se perfeito,
e o monte de entulho, um jardim.
(...)
Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!
domingo, 27 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Um excerto que me ofereceram. Perfeito.
"A meu ver, essas horas negras, em que de súbito o amor bate asas e mergulha, sem apelo nem agravo, até ao fundo do abismo para logo ascender em linha recta, devem ser enfrentadas sem receio, precisamente na medida em que o homem, mercê de um comportamento adequado, pode aspirar a reduzi-las no âmbito da sua existência. O que interessa, antes de mais, é que ele saiba com o que pode contar, caso se revele uma súbita incompatibilidade entre si e o objecto do seu amor: mas pressupõe esta incompatibilidade motivos profundos que desde há muito tenham vindo a minar o amor, ou será ela apenas o fruto de uma série de razões de circunstância, que nada têm a ver com esse amor? Desinteresso-me, desde já, pelo primeiro caso: estou a escrever O Amor Louco. Quanto ao segundo, em que me incluo, tenho a dizer que essas razões de circunstância deverão ser esclarecidas, que nunca se deve recuar, nem perante o intrincado da situação, nem, em última análise, perante o carácter altamente enigmático de algumas dessas razões. Dada a violência do embate que, quando eles menos o esperam, faz erguerem-se um contra o outro dois seres que até aí viviam em perfeito acordo e que, à primeira aberta, no dia seguinte, ou daí a momentos, serão incapazes de explicar a si mesmos esse seu reflexo, fruto da angústia e das suas gigantescas construções de papelão, no estilo das termiteiras, que, num abrir e fechar de olhos, se sobrepõem a tudo, creio que nos encontramos em presença de um mal já suficientemente diagnosticado para que lhe possamos detectar as origens e, posteriormente, dar-lhe remédio. Vemo-nos, uma vez mais, na necessidade de refutar a tão divulgada opinião de que o amor, tal como o diamante, se desgasta com o seu próprio pó, o qual se conserva em suspensão pela vida fora. Se é verdade que o amor sai indemne de tais desvarios, já o mesmo não acontece com o ser que ama. Esse ser está sujeito a sofrer e, o que é pior, a equivocar-se sobre as razões desse sofrimento. Tendo feito dádiva total de si mesmo, é levado a incriminar o amor, quando o defeito reside precisamente na vida."
"O Amor Louco" de André Breton
"A meu ver, essas horas negras, em que de súbito o amor bate asas e mergulha, sem apelo nem agravo, até ao fundo do abismo para logo ascender em linha recta, devem ser enfrentadas sem receio, precisamente na medida em que o homem, mercê de um comportamento adequado, pode aspirar a reduzi-las no âmbito da sua existência. O que interessa, antes de mais, é que ele saiba com o que pode contar, caso se revele uma súbita incompatibilidade entre si e o objecto do seu amor: mas pressupõe esta incompatibilidade motivos profundos que desde há muito tenham vindo a minar o amor, ou será ela apenas o fruto de uma série de razões de circunstância, que nada têm a ver com esse amor? Desinteresso-me, desde já, pelo primeiro caso: estou a escrever O Amor Louco. Quanto ao segundo, em que me incluo, tenho a dizer que essas razões de circunstância deverão ser esclarecidas, que nunca se deve recuar, nem perante o intrincado da situação, nem, em última análise, perante o carácter altamente enigmático de algumas dessas razões. Dada a violência do embate que, quando eles menos o esperam, faz erguerem-se um contra o outro dois seres que até aí viviam em perfeito acordo e que, à primeira aberta, no dia seguinte, ou daí a momentos, serão incapazes de explicar a si mesmos esse seu reflexo, fruto da angústia e das suas gigantescas construções de papelão, no estilo das termiteiras, que, num abrir e fechar de olhos, se sobrepõem a tudo, creio que nos encontramos em presença de um mal já suficientemente diagnosticado para que lhe possamos detectar as origens e, posteriormente, dar-lhe remédio. Vemo-nos, uma vez mais, na necessidade de refutar a tão divulgada opinião de que o amor, tal como o diamante, se desgasta com o seu próprio pó, o qual se conserva em suspensão pela vida fora. Se é verdade que o amor sai indemne de tais desvarios, já o mesmo não acontece com o ser que ama. Esse ser está sujeito a sofrer e, o que é pior, a equivocar-se sobre as razões desse sofrimento. Tendo feito dádiva total de si mesmo, é levado a incriminar o amor, quando o defeito reside precisamente na vida."
"O Amor Louco" de André Breton
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Morreste-me

Acabo de ler Morreste-me de José Luís Peixoto. E acabo também de levar uma chapada na alma. Ainda está doer. E depois de o ler, lembrei-me de uma frase que o meu pai um dia me disse: "Não há nada mais certo nesta vida que a própria morte". Tens razão pai.
"E não quero e não posso esquecer o que outrora senti no teu olhar. Pai, fiquei no silêncio do inverno que abraçaste. Não há primavera se não imaginar erva fresca das palavras erva fresca ditas por ti; não haverá verão se não imaginar o sol da palavra sol dita por ti..."
"Descansa, pai, dorme pequenino, que levo o teu nome e as tuas certezas e os teus sonhos no espaço dos meus... Sou capaz e vou trabalhar e vou trazer de novo o mundo aqui que foi nosso."
"E não quero e não posso esquecer o que outrora senti no teu olhar. Pai, fiquei no silêncio do inverno que abraçaste. Não há primavera se não imaginar erva fresca das palavras erva fresca ditas por ti; não haverá verão se não imaginar o sol da palavra sol dita por ti..."
"Descansa, pai, dorme pequenino, que levo o teu nome e as tuas certezas e os teus sonhos no espaço dos meus... Sou capaz e vou trabalhar e vou trazer de novo o mundo aqui que foi nosso."
terça-feira, 4 de maio de 2010
"Não tínhamos
época nem propósito. (...) E assim nós morremos a nossa vida, tão atentos separadamente a morrê-la que não reparámos que éramos um só, que cada um de nós era uma ilusão do outro, e cada um, dentro de si, o mero eco do seu próprio ser..."
Vicente Guedes, Na floresta do alheamento (Livro do Desassossego)
sábado, 27 de março de 2010
Queria agarrar-te e dizer o quanto gosto de ti! Queria mostrar-te que o tempo está a passar por ti e a cada minuto perdes uma oportunidade de mudares a tua vida. Queria que te amasses mais, que percebesses o quanto és linda. Queria voltar a ter-te como te tinha… queria que soubesses que sinto a tua falta.
Dói.
Rita
domingo, 3 de janeiro de 2010
Tempos Vagabundos
Tempos vagabundos são os tempos de espera.
O vento frio passa por mim.
Percorro uma estrada que me conduz a ti.
E sonho em ficar no teu silêncio profundo, onde posso sentir cada poro da tua pele.
Vagabundos porque não são tempos meus nem de ninguém. São tempos perdidos no espaço enquanto espero por ti.
Rita
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