terça-feira, 1 de março de 2011

No metro a Rita viu e pensou…

Homem estranho, agarra a minha mão e leva-me a dançar um tango. Diz assim, junto ao meu ouvido, que queres fazer de mim a tua mulher… diz-me isso e eu irei.
Dançaremos a vida tal como ela é.
Serei tua, nesse tango. E quando a dança terminar, já não serás um estranho. Saberei já tudo de ti, mas mesmo assim, continuarei a dançar contigo porque o amor é mesmo isso: saber que há sempre mais e mais para descobrir, mesmo que os passos da dança sejam os de sempre, repetidamente… repetidamente.


Rita in Lugar dos Devaneios

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

No Dia dos Namorados a Rita disse...

"Mas não me peças nada de novo... Não me peças as minhas mãos, o meu olhar e o meu corpo. Estão vazios para ti."

Rita

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


- Sim estou a ver - diz Jean-Marc, encantado.-É a própria vida a planar sobre Hiroxima na pessoa de um little boy que larga sobre as ruínas a urina de oiro da esperança. Assim se inaugurou a era do pós-guerra. - Pega no copo: - Brindemos!

in Identidade de Milan Kundera

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Espaço no meu tempo.

"E daqui não tiro nada, apenas a vontade de ser eu própria dentro do meu espaço e do meu tempo.
Somos cruéis quando temos que ser, somos assim como uma Antigona em acto de desespero, que apenas pede a compreensão pelos seus próprios actos."

Rita

sábado, 25 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

No Cais do Sodré

Juntos caminhavam: um homem que se sente sempre sozinho e uma mulher que quer, desesperadamente, ser amada por todos.
Pano de fundo: Cais do Sodré e sua luz.
Foi isto que vi. Dois perdidos.

Rita

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"O Coração que é meu"


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Na minha rua existe um coração pintado no chão.
É visto por todos, é pisado por todos, é ignorado por todos.
Menos por mim. Sei quem o fez, quando o fez e porque o fez.
E mesmo quando a água da chuva levar o coração da calçada, vou guardá-lo na minha memória. Uma memória especial onde guardo tudo o que foi nosso.
Queria guardar-te em mim e em cada novo coração que encontro nas ruas de Lisboa. Mas este meio coração, o verdadeiro, que me faz sentir que estou viva, não me deixa guardar-te. Parece que está cheio de não sei o quê, ou demasiado vazio… Tão vazio que mesmo eu me perco neste infinito absurdo.
Absurdo, é também este limiar entre o amar e o não amar. Entre o querer viver tudo de novo, e o perceber que memórias são memórias e já não se consegue vivê-las.
Um dia já não estarei nesta rua. E o coração? Ficará? Ou o tempo tratará de o arrancar? Espero que não doa. Que não me doa, como dói agora a minha memória especial onde guardo tudo o que foi nosso.

Rita