Mexa os ovos e adicione o queijo, o sal, a pimenta e a água. Numa frigideira anti-aderente, aqueça o azeite, espalhe os ovos com o queijo, deixe fritar por 3 minutos, vire e.. nasce assim mais um blog!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Um excerto que me ofereceram. Perfeito.
"A meu ver, essas horas negras, em que de súbito o amor bate asas e mergulha, sem apelo nem agravo, até ao fundo do abismo para logo ascender em linha recta, devem ser enfrentadas sem receio, precisamente na medida em que o homem, mercê de um comportamento adequado, pode aspirar a reduzi-las no âmbito da sua existência. O que interessa, antes de mais, é que ele saiba com o que pode contar, caso se revele uma súbita incompatibilidade entre si e o objecto do seu amor: mas pressupõe esta incompatibilidade motivos profundos que desde há muito tenham vindo a minar o amor, ou será ela apenas o fruto de uma série de razões de circunstância, que nada têm a ver com esse amor? Desinteresso-me, desde já, pelo primeiro caso: estou a escrever O Amor Louco. Quanto ao segundo, em que me incluo, tenho a dizer que essas razões de circunstância deverão ser esclarecidas, que nunca se deve recuar, nem perante o intrincado da situação, nem, em última análise, perante o carácter altamente enigmático de algumas dessas razões. Dada a violência do embate que, quando eles menos o esperam, faz erguerem-se um contra o outro dois seres que até aí viviam em perfeito acordo e que, à primeira aberta, no dia seguinte, ou daí a momentos, serão incapazes de explicar a si mesmos esse seu reflexo, fruto da angústia e das suas gigantescas construções de papelão, no estilo das termiteiras, que, num abrir e fechar de olhos, se sobrepõem a tudo, creio que nos encontramos em presença de um mal já suficientemente diagnosticado para que lhe possamos detectar as origens e, posteriormente, dar-lhe remédio. Vemo-nos, uma vez mais, na necessidade de refutar a tão divulgada opinião de que o amor, tal como o diamante, se desgasta com o seu próprio pó, o qual se conserva em suspensão pela vida fora. Se é verdade que o amor sai indemne de tais desvarios, já o mesmo não acontece com o ser que ama. Esse ser está sujeito a sofrer e, o que é pior, a equivocar-se sobre as razões desse sofrimento. Tendo feito dádiva total de si mesmo, é levado a incriminar o amor, quando o defeito reside precisamente na vida."
"O Amor Louco" de André Breton
"A meu ver, essas horas negras, em que de súbito o amor bate asas e mergulha, sem apelo nem agravo, até ao fundo do abismo para logo ascender em linha recta, devem ser enfrentadas sem receio, precisamente na medida em que o homem, mercê de um comportamento adequado, pode aspirar a reduzi-las no âmbito da sua existência. O que interessa, antes de mais, é que ele saiba com o que pode contar, caso se revele uma súbita incompatibilidade entre si e o objecto do seu amor: mas pressupõe esta incompatibilidade motivos profundos que desde há muito tenham vindo a minar o amor, ou será ela apenas o fruto de uma série de razões de circunstância, que nada têm a ver com esse amor? Desinteresso-me, desde já, pelo primeiro caso: estou a escrever O Amor Louco. Quanto ao segundo, em que me incluo, tenho a dizer que essas razões de circunstância deverão ser esclarecidas, que nunca se deve recuar, nem perante o intrincado da situação, nem, em última análise, perante o carácter altamente enigmático de algumas dessas razões. Dada a violência do embate que, quando eles menos o esperam, faz erguerem-se um contra o outro dois seres que até aí viviam em perfeito acordo e que, à primeira aberta, no dia seguinte, ou daí a momentos, serão incapazes de explicar a si mesmos esse seu reflexo, fruto da angústia e das suas gigantescas construções de papelão, no estilo das termiteiras, que, num abrir e fechar de olhos, se sobrepõem a tudo, creio que nos encontramos em presença de um mal já suficientemente diagnosticado para que lhe possamos detectar as origens e, posteriormente, dar-lhe remédio. Vemo-nos, uma vez mais, na necessidade de refutar a tão divulgada opinião de que o amor, tal como o diamante, se desgasta com o seu próprio pó, o qual se conserva em suspensão pela vida fora. Se é verdade que o amor sai indemne de tais desvarios, já o mesmo não acontece com o ser que ama. Esse ser está sujeito a sofrer e, o que é pior, a equivocar-se sobre as razões desse sofrimento. Tendo feito dádiva total de si mesmo, é levado a incriminar o amor, quando o defeito reside precisamente na vida."
"O Amor Louco" de André Breton
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Morreste-me

Acabo de ler Morreste-me de José Luís Peixoto. E acabo também de levar uma chapada na alma. Ainda está doer. E depois de o ler, lembrei-me de uma frase que o meu pai um dia me disse: "Não há nada mais certo nesta vida que a própria morte". Tens razão pai.
"E não quero e não posso esquecer o que outrora senti no teu olhar. Pai, fiquei no silêncio do inverno que abraçaste. Não há primavera se não imaginar erva fresca das palavras erva fresca ditas por ti; não haverá verão se não imaginar o sol da palavra sol dita por ti..."
"Descansa, pai, dorme pequenino, que levo o teu nome e as tuas certezas e os teus sonhos no espaço dos meus... Sou capaz e vou trabalhar e vou trazer de novo o mundo aqui que foi nosso."
"E não quero e não posso esquecer o que outrora senti no teu olhar. Pai, fiquei no silêncio do inverno que abraçaste. Não há primavera se não imaginar erva fresca das palavras erva fresca ditas por ti; não haverá verão se não imaginar o sol da palavra sol dita por ti..."
"Descansa, pai, dorme pequenino, que levo o teu nome e as tuas certezas e os teus sonhos no espaço dos meus... Sou capaz e vou trabalhar e vou trazer de novo o mundo aqui que foi nosso."
terça-feira, 4 de maio de 2010
"Não tínhamos
época nem propósito. (...) E assim nós morremos a nossa vida, tão atentos separadamente a morrê-la que não reparámos que éramos um só, que cada um de nós era uma ilusão do outro, e cada um, dentro de si, o mero eco do seu próprio ser..."
Vicente Guedes, Na floresta do alheamento (Livro do Desassossego)
sábado, 27 de março de 2010
Queria agarrar-te e dizer o quanto gosto de ti! Queria mostrar-te que o tempo está a passar por ti e a cada minuto perdes uma oportunidade de mudares a tua vida. Queria que te amasses mais, que percebesses o quanto és linda. Queria voltar a ter-te como te tinha… queria que soubesses que sinto a tua falta.
Dói.
Rita
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